Saudades de ser eu mesma. Não que eu não tenha sido, mas cansei de tanto tempo ficar pisando em ovos. Quero estar com pessoas que me conhecem e que eu possa me permitir escorregar, dizer o que quero, brincar, falar besteira sem qualquer julgamento. Não ter que ficar provando a todo momento que sou uma pessoa de índole boa e de caráter.
Acho que é saudade dos meus amigos, do meu meio, dos meus... Enfim, acho que é isso! Estar tão longe de casa, requer um pé atrás com as pessoas, falar o necessário e tentar observar o ambiente antes de se abrir e de ser eu mesma.
Aprendi aqui a não falar da minha vida e a não me mostrar, até mesmo para me proteger da minha ingenuidade, aprendi aqui é necessário dar um fora de verdade e deixar claro que você se respeita enquanto pessoa, que não se fala e não expõe da sua vida pessoal para as pessoas que não precisam saber e entender que quando for necessário você deve tocar o foda – se!
Que um trabalho é apenas um meio de sobrevivência, não a sua vida, pois os portugueses, encaram como vida. Então, no final da vida, a família coloca num lar de idosos, para aguardar a pessoa descansar. A pessoa trabalha a vida toda e não fica com nada, mal se quer as lembranças que viveram e algumas gritam de dor e esperam que Deus as leve logo por se sentirem prisioneiras no próprio corpo. Por entender que a vida não tem mais sentido, só está esperando a sua hora de partir e descansar. Ah! Temos tantas variáveis e o ser humano continua medíocre, pequeno e egoísta!
Tenho crescido muito com tantas experiências culturais, vida, entre tantas outras! Até me reconhecendo e aprendendo novas habilidades como a de cuidar das pessoas.

Comentários
Postar um comentário
Caso tenha feito sentido ou se familiarizou com o texto, deixe aqui seu comentário.