Para muitos a virada do ano significa um novo ano. Em minha visão é apenas uma mudança de calendário, um novo ano se inicia com o completar de mais um ano de vida e um ciclo que se inicia. Às vezes, completar mais um ano de experiência dói, é significativo e cheio de gratidão por tudo que foi realizado e vivido intensamente até o momento. Vale também aquele momento de reflexão. Como me sinto, o que desejo, planos, planejamento, sentimentos entre tantas outras coisas.
Para mulher a saída da era dos vinte, é muito forte essa mudança e impacto. Aí vem aquela mulher independente, solteira, sem filhos chegando no marco de 35 anos, que ainda não construiu família e tem que lidar com a cobranças sociais e fisiológicas.
A luta incessante de querer a maternidade, mas também querer algo novo, uma nova cultura, conhecimentos, formação e um upgrade em sua profissão ou até uma quebra de paradigmas com algo novo, recomeçando do zero. Enquanto tantos estão já com famílias formadas, profissões sólidas e você no meio disso, só quer algo novo que te faça se sentir feliz. Existem também os questionamentos afetivos, tipo, quando será a hora de me abrir de verdade e tentar algo sólido?! Será que é chegado a hora? Ou, quando será?!
Enfim, tantos pensamentos soltos, sonhos, anseios e vontade do novo. Recomeçar as vezes dói, é difícil e talvez seja muito delicado para o que se deixa para trás e muitas vezes somos até mal compreendidos por quem nos ama como se essas pessoas não tivessem a importância devida.
Passei muito tempo da minha vida cuidando dos outros, trabalhando para os outros, buscando conhecimento em função de ajudar. Mas acabei esquecendo e me deixando de lado. Foi preciso uma pausa programada e obrigatória por Deus, um pequeno acidente doméstico, para me levar a pensar o meu real valor para as pessoas e para mim própria.E a conta, por muito tempo, ao meu ver foi extremamente negativa referente ao que contribuía em minha primeira pessoa.
Chorei por anos entre quatro paredes, lutei por contra uma depressão em estágio avançado, parei de me colocar como vítima e precisei parar e me olhar e tentar entender o porquê de tudo, algumas situações que estava me desgastando, o que eu sempre quis fazer e nunca tentei por medo e por querem sempre algo seguro e me preocupar com a opinião dos outros entre tantas coisas. Enfim, cheguei a tantas conclusões e algumas me levaram a perceber que a vida financeira é essencial, mas também temos que nos olhar e ter novas escolhas que te realizem, não só financeiramente.
Chego a marca dos 35 anos aberta a esse novo ciclo, oportunidades, mudanças, coração, profissão e o início de uma nova vida plena. As pessoas que amo não serão esquecidas sim sempre amadas e lembradas. Mas sem deixar de me priorizar e me realizar.

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